quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Dia Internacional da Filosofia
Comemora-se hoje o Dia Internacional da Filodsofia e Biblioteca do Gil deixa-te um desafio. Se o aceitares, vê o powerpoint abaixo e perceberás do que te falamos.
Boa sorte!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O Mercador Português
Resumo:
Miguel Lourenço, judeu português, vive em Amesterdão. Após ter perdido a sua fortuna no negócio do açúcar, é obrigado a morar na casa do irmão e da bela Hannah, sua cunhada. Um dia, através de uma mulher misteriosa, sente que a sua vida vai mudar ao entrar no mundo secreto de uma mercadoria desconhecida: o café.
Ao longo da obra, o leitor viaja pela Amesterdão de 1659, penetrando no mundo das intrigas, do mistério e da paixão.
David Liss, escritor de origem judaica, nasceu em 1966, no sul da Florida. Licenciou-se em Filosofia e Literatura Inglesa na Universidade da Colômbia. Participou em muitas conferências sobre a Literatura do séc. XVIII e publicou vários artigos sobre a obra de Henry James, escritor americano do séc. XIX. No ano 2000, a obra A Conspiração de Papel ganhou o prémio Edgar Award. Este escritor vive e trabalha actualmente em Nova Iorque.
OUTRAS OBRAS:
OUTRAS OBRAS:
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Ler devia ser proibido!
Deparei-me com este vídeo e percebi que não podia deixar de partilhá-lo convosco.
Ler devia ser proibido!
Perceberam a ironia? Não?!? Então é porque não lêem!
Até breve
terça-feira, 8 de junho de 2010
Turismo no séc. XXI
No dia 4 de Junho de 2010, com a organização da Biblioteca, decorreu a acção 'Turismo no séc. XXI' com lugar a palestra e um beberete, bem como uma mostra de artesanato do concelho de Lagos.
terça-feira, 1 de junho de 2010
O escritor CARLOS TEIXO
veio à Gil Eanes apresentar o seu livro
"ATÉ À PRÓXIMA LUA, MON AMOUR".
veio à Gil Eanes apresentar o seu livro
"ATÉ À PRÓXIMA LUA, MON AMOUR".
Como prof. Carlos Teixeira, ele leccionou na Gil Eanes há alguns anitos, integrando o famoso grupo musical "Gil e os Cromos", o que foi relembrado com saudade pela professora Paula Couto, directora da Escola.
A sessão foi muito concorrida e animada, com o autor discorrendo sobre o livro e sobre as suas experiências pessoais e respondendo a perguntas feitas por alunos e professores presentes.
A sessão foi muito concorrida e animada, com o autor discorrendo sobre o livro e sobre as suas experiências pessoais e respondendo a perguntas feitas por alunos e professores presentes.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
LIVRO DO MÊS DE MAIO



Henry James nasceu em 1843, em Nova Iorque. As suas origens remontam à Escócia e à Irlanda. O seu pai era um teólogo proeminente, o seu irmão mais velho, William, um filósofo conhecido. Considerando que os Estados Unidos não ofereciam os temas adequados para o romance psicológico, Henry James decidiu partir para a Europa. Depois de viver um ano em Paris, mudou-se para Londres em 1876, onde viveu até se estabelecer definitivamente em Sussex. Naturalizou-se inglês em 1915 e morreu no ano seguinte. A maior parte dos personagens dos seus livros move-se num ambiente cosmopolita, e o seu tema preferido foi o dos americanos, sobretudo mulheres, que se sentem estrangeiras na velha Europa. Mas o sobrenatural também o atraiu.In: Editora Relógio D’Água

A Biblioteca de Babel
O Calafrio
A Herdeira
A Fera na Selva
O Calafrio
A Herdeira
A Fera na Selva
Resumo:
Uma jovem aceita trabalhar como preceptora numa mansão isolada, no interior de Inglaterra. Os seus pupilos, Flora e Miles, são crianças aparentemente perfeitas, pois, para além de revelarem inteligência, são educadas e afectuosas No entanto, algo de inquietante começa a pairar sobre as crianças e o espaço. É a partir desse momento que a jovem preceptora é acometida de visões e estranhos medos.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Livro do Mês de Abril


Milan Kundera é um escritor de origem checa, nascido em 1929, em Brno na então Checoslováquia.
Cresceu no seio de uma família intelectual, sendo o seu pai um célebre pianista e responsável pela Academia Musical de Brno. Frequentou a Faculdade de Artes da Universidade Charles, estudando Literatura e Estética, e a Academia de Artes Performativas de Praga, interessando-se pelo cinema. Em 1975 vai viver para Paris, tendo adoptado a nacionalidade francesa em 1981. Entre a sua vasta obra destacam-se A Brincadeira, A Lentidão , A Imortalidade, romance adaptado ao cinema, e a sua obra mais aclamada A Insustentável Leveza do Ser. No ano de 1981, Milan Kundera foi galardoado com o prémio "Common Wealth Award" e, em 1985, recebeu o Prémio Jerusalém. Seis anos mais tarde, é-lhe atribuído o Prémio Independent de Literaura Estrangeira.
A Brincadeira(1967)
Risíveis Amores (1969)
O Livro do Riso e do Esquecimento (1978)
A insustentável leveza do ser (1983)
A Imortalidade (1990)
A Lentidão (1993)
A Identidade (1998)
A Ignorância (2000)
A Brincadeira(1967)Risíveis Amores (1969)
O Livro do Riso e do Esquecimento (1978)
A insustentável leveza do ser (1983)
A Imortalidade (1990)
A Lentidão (1993)
A Identidade (1998)
A Ignorância (2000)
Resumo: Durante a Primavera de 1968, em Praga, Tomás, um jovem médico, conhece Teresa. Embora Tomás seja avesso a compromissos, aceita viver com ela. No entanto, continua a ter vários casos amorosos. Teresa, com medo de o perder, conforma-se com a situação. Por seu lado, Tomás que sempre se pautou pelo desejo de “ser leve”, sente compaixão pela sua companheira o que irá desgastar a relação.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Exposição sobre a República
Em Maio de 1867, Eça de Queiroz reflectia: «As revoluções não são factos que se aplaudam ou se condenem (...). São factos fatais. Têm de vir. De cada vez que vêm é sinal que o homem vai alcançar mais uma liberdade, mais um direito, mais uma felicidade.»
Com efeito, o movimento revolucionário ocorrido no dia 5 de Outubro de 1910 marcou, de uma forma irreversível e expectante, o devir da nossa História. Ao recordarmos um século sobre a sua passagem procuramos, mais do que o simples comemorativismo, cumprir a função social que mantém e actualiza a sua relevância.
Conscientes do papel da Escola e, em particular, da disciplina de História, na criação de um espaço e de um tempo onde, pedagogicamente, se pode integrar esta data, o Grupo de História da Escola Secundária com 3º CEB Gil Eanes (Lagos) procurou, em colaboração com a equipa da Biblioteca, levar a cabo uma exposição subordinada ao tema «Ditosa Pátria, minha amada!» que, através da recriação de uma sala de aula (da 1ª República ao Estado Novo), permitiu aplicar e aprofundar conhecimentos dos alunos, debater experiências, colocar questões e reflectir sobre o conceito de cidadania.
Quisemos mostrar que a 1ª República foi desejada como um factor de mudança. Anunciou-se como democrática. Implantou-se como uma ruptura. Foi vivida como uma revolução. Sentiu-se como uma força libertadora. Mobilizou multidões. Criou expectativas. Alimentou sonhos. Aguçou desilusões…
Quando a República foi implantada, Portugal era um país com uma população que quase atingia os seis milhões de habitantes na sua maioria vivendo nos campos, e dividida, segundo o historiador Oliveira Marques, em três estratos: burgueses ricos, com ligações ao sistema bancário, ao grande comércio e à propriedade fundiária; classe média, maioritária nas grandes cidades, constituída por pequenos comerciantes e industriais, membros das profissões liberais, funcionalismo e por pequenos e médios proprietários rurais; «povo miúdo», ainda insuficientemente evoluído, constituído por pequeníssimos proprietários rurais, por jornaleiros e criados da lavoura, por operários industriais.
A classe média, que tinha feito a revolução, herdou uma conjuntura preocupante: uma crise social provocada pelo crescimento agrícola em detrimento do desenvolvimento industrial e pelo afluxo marcado da população às grandes cidades; uma crise económico-financeira, marcada pela falência de bancos, aumento da dívida pública e pela contracção do investimento; uma crise moral, com frequentes escândalos públicos de corrupção; uma sociedade repleta de analfabetos...
Para vencer esta crise generalizada o pensamento republicano procurara algumas fórmulas resolventes: ser republicano significava ser contra a Monarquia, contra a Igreja e os Jesuítas, contra a corrupção política e os partidos monárquicos, contra os grupos oligárquicos, mas também pela afirmação categórica de princípios de defesa do municipalismo, do federalismo, do associativismo, do sufrágio universal, do predomínio do legislativo sobre o executivo, da defesa da liberdade e dos direitos dos cidadãos. A «educação republicana» seria uma das vias fundamentais para a concretização deste ideário, uma educação voltada para o «esclarecimento das consciências, condição indispensável ao advento de uma sociedade mais livre, mais justa e mais humana».
A República viria a cair em 1926, na sequência de um golpe militar. Seguiu-se-lhe um longo regime de ditadura cuja acção, em termos de ensino genericamente considerado, desmontou, passo a passo, as ideias republicanas mais positivas. A escola tornou-se, então, o palco privilegiado para a inculcação dos valores defendidos pelo Estado Novo. Os manuais escolares, livros únicos para o então Ensino Primário, criteriosamente seleccionados pelo Ministério da Educação Nacional e adoptados por longos anos, dão-nos imensos exemplos dos valores defendidos: a glorificação da obra do Estado Novo e do seu líder, Salazar; o papel subalterno da mulher, limitada à função de esposa e mãe; a caridade que, quantas vezes, substituía a função social do Estado; a catequese, incutindo os rudimentos da doutrina católica; a gloriosa História pátria que transformava Portugal na Nação mais bela do mundo e de que o Estado Novo era o mais legítimo herdeiro. Enfim, acreditava-se ser este o mundo perfeito, sem violência, sem vícios, sem protestos, perfeitamente ordenado, traduzindo uma ordem económica, política e social que o Estado Novo considerava intocável, absoluta…
Foi o olhar sobre este passado – para uns recente, para outros (mais novos) quase inexistente – que a exposição procurou recuperar, em jeito de brincadeira séria!
A todos os que de alguma maneira proporcionaram a sua concretização, o nosso «muito obrigada»!
Com efeito, o movimento revolucionário ocorrido no dia 5 de Outubro de 1910 marcou, de uma forma irreversível e expectante, o devir da nossa História. Ao recordarmos um século sobre a sua passagem procuramos, mais do que o simples comemorativismo, cumprir a função social que mantém e actualiza a sua relevância.
Conscientes do papel da Escola e, em particular, da disciplina de História, na criação de um espaço e de um tempo onde, pedagogicamente, se pode integrar esta data, o Grupo de História da Escola Secundária com 3º CEB Gil Eanes (Lagos) procurou, em colaboração com a equipa da Biblioteca, levar a cabo uma exposição subordinada ao tema «Ditosa Pátria, minha amada!» que, através da recriação de uma sala de aula (da 1ª República ao Estado Novo), permitiu aplicar e aprofundar conhecimentos dos alunos, debater experiências, colocar questões e reflectir sobre o conceito de cidadania.
Quisemos mostrar que a 1ª República foi desejada como um factor de mudança. Anunciou-se como democrática. Implantou-se como uma ruptura. Foi vivida como uma revolução. Sentiu-se como uma força libertadora. Mobilizou multidões. Criou expectativas. Alimentou sonhos. Aguçou desilusões…
Quando a República foi implantada, Portugal era um país com uma população que quase atingia os seis milhões de habitantes na sua maioria vivendo nos campos, e dividida, segundo o historiador Oliveira Marques, em três estratos: burgueses ricos, com ligações ao sistema bancário, ao grande comércio e à propriedade fundiária; classe média, maioritária nas grandes cidades, constituída por pequenos comerciantes e industriais, membros das profissões liberais, funcionalismo e por pequenos e médios proprietários rurais; «povo miúdo», ainda insuficientemente evoluído, constituído por pequeníssimos proprietários rurais, por jornaleiros e criados da lavoura, por operários industriais.
A classe média, que tinha feito a revolução, herdou uma conjuntura preocupante: uma crise social provocada pelo crescimento agrícola em detrimento do desenvolvimento industrial e pelo afluxo marcado da população às grandes cidades; uma crise económico-financeira, marcada pela falência de bancos, aumento da dívida pública e pela contracção do investimento; uma crise moral, com frequentes escândalos públicos de corrupção; uma sociedade repleta de analfabetos...
Para vencer esta crise generalizada o pensamento republicano procurara algumas fórmulas resolventes: ser republicano significava ser contra a Monarquia, contra a Igreja e os Jesuítas, contra a corrupção política e os partidos monárquicos, contra os grupos oligárquicos, mas também pela afirmação categórica de princípios de defesa do municipalismo, do federalismo, do associativismo, do sufrágio universal, do predomínio do legislativo sobre o executivo, da defesa da liberdade e dos direitos dos cidadãos. A «educação republicana» seria uma das vias fundamentais para a concretização deste ideário, uma educação voltada para o «esclarecimento das consciências, condição indispensável ao advento de uma sociedade mais livre, mais justa e mais humana».
A República viria a cair em 1926, na sequência de um golpe militar. Seguiu-se-lhe um longo regime de ditadura cuja acção, em termos de ensino genericamente considerado, desmontou, passo a passo, as ideias republicanas mais positivas. A escola tornou-se, então, o palco privilegiado para a inculcação dos valores defendidos pelo Estado Novo. Os manuais escolares, livros únicos para o então Ensino Primário, criteriosamente seleccionados pelo Ministério da Educação Nacional e adoptados por longos anos, dão-nos imensos exemplos dos valores defendidos: a glorificação da obra do Estado Novo e do seu líder, Salazar; o papel subalterno da mulher, limitada à função de esposa e mãe; a caridade que, quantas vezes, substituía a função social do Estado; a catequese, incutindo os rudimentos da doutrina católica; a gloriosa História pátria que transformava Portugal na Nação mais bela do mundo e de que o Estado Novo era o mais legítimo herdeiro. Enfim, acreditava-se ser este o mundo perfeito, sem violência, sem vícios, sem protestos, perfeitamente ordenado, traduzindo uma ordem económica, política e social que o Estado Novo considerava intocável, absoluta…
Foi o olhar sobre este passado – para uns recente, para outros (mais novos) quase inexistente – que a exposição procurou recuperar, em jeito de brincadeira séria!
A todos os que de alguma maneira proporcionaram a sua concretização, o nosso «muito obrigada»!
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