As Câmaras Municipais de Loulé e de Lagos, através das suas Bibliotecas Municipais, estão a organizar a 5ª edição de um concurso literário que visa incentivar para a leitura das obras de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Com este concurso pretende-se que os alunos que frequentam o 3º ciclo do ensino básico e o ensino secundário, ou equiparado, na região Algarvia, trabalhem a obra desta figura maior da Literatura Portuguesa.
O regulamento que orienta este concurso encontra-se disponível para consulta na Biblioteca Escolar.
LIBERDADE - FERNANDO PESSOA
Ai que prazer não cumprir um dever. Ter um livro para ler e não o fazer! Ler é maçada, estudar é nada. O sol doira sem literatura. O rio corre bem ou mal, sem edição original. E a brisa, essa, de tão naturalmente matinal como tem tempo, não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta. Estudar é uma coisa em que está indistinta A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto melhor é quando há bruma. Esperar por D. Sebastião, Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças, Flores, música, o luar, e o sol que peca Só quando, em vez de criar, seca.
E mais do que isto É Jesus Cristo, Que não sabia nada de finanças, Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
O Museu da Poesia visitou a nossa escola.
Através da voz mágica de Nuno Miguel Henriques foi possível viver um momento de paz, harmonia e "sentir" alguns dos nossos poetas.
A Biblioteca da Escola Secundária Gil Eanes mudou de decoração no dia 19 de Novembro para receber António Fontinha e todos aqueles que gostam de ouvir contar histórias.
Às 14.30H a Biblioteca estava cheia e animada.
Quando a sessão terminou todos sairam com um sorriso nos lábios.
Rómulo de Carvalho ou António Gedeão (24 de Novembro de 1906 - 19 de Fevereiro de 1997), um cientista e um grande poeta português.Um Exemplo de como a ciência e a arte têm uma fronteira ténue.
Pedra Filosofal
Eles não sabem que o sonho é uma constante da vida tão concreta e definida como outra coisa qualquer, como esta pedra cinzenta em que me sento e descanso, como este ribeiro manso, em serenos sobressaltos como estes pinheiros altos
que em verde e ouro se agitam como estas aves que gritam em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho é vinho, é espuma. é fermento, bichinho alacre e sedento. de focinho pontiagudo, que fossa através de tudo num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho é tela, é cor, é pincel, base, fuste, capitel. arco em ogiva, vitral, pináculo de catedral, contraponto, sinfonia, máscara grega, magia, que é retorta de alquimista, mapa do mundo distante, rosa dos ventos, Infante, caravela quinhentista, que é Cabo da Boa Esperança, ouro, canela, marfim, florete de espadachim, bastidor, passo de dança., Colombina e Arlequim, passarola voadora, para-raios, locomotiva, barco de proa festiva, alto-forno, geradora, cisão do átomo, radar, ultra som televisão desembarque em foguetão na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a vida. Que sempre que um homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre a mãos de uma criança.
Inserida no Plano Anual de Actividades da Biblioteca Escolar, decorreu no dia 14 de Novembro, no Auditório da Escola Secundária C/ 3º CEB Gil Eanes, pelas 10.15H, a primeira sessão de “Vamos Falar de…”. O Dr. Rui Parreira foi orador de uma palestra sobre arqueologia, intitulada: “O Conhecimento do Património Arqueológico - Da Interpretação à Divulgação. Como se Faz um Livro de Arqueologia.”, na sequência de convite efectuado pelo Professor Gonçalo Cabral.
O arqueólogo Rui Parreira, tem desenvolvido importantes trabalhos de investigação, não só em Lagos como noutras localidades, nomeadamente na necrópole megalítica de Alcalar, perto de Portimão, da qual falou mais detalhadamente, no decurso desta palestra.
De uma forma clara e simples foi dissertando sobre os vários passos que é necessário percorrer para a elaboração de um livro de arqueologia. A plateia mostrou-se atenta e interessada, tendo no final o Dr. Rui Parreira respondido a algumas questões colocadas pelo público.
Com a certeza de que no final da sessão saímos todos mais enriquecidos, um muito obrigada pela sua passagem por esta escola.
O Museu da Poesia, um projecto que pretende promover a lírica e a prosa poética portuguesas irá estar no Auditório da Escola Secundária C/ 3º CEB Gil Eanes, no dia 20 de Novembro.
A acção de poesia “ Minha Pátria é a Língua Portuguesa – Fernando Pessoa por Nuno Miguel Henriques”, irá decorrer às 10.30 H aberto a todas as turmas do 12º ano e a uma turma do 10º e 11º anos de Língua Portuguesa.
Pelas 14.30 H, também com o grupo Museu da Poesia e pelo “Diseur” Nuno Miguel Henriques, irá decorrer uma acção para as turmas do 9º ano que versará temas constantes do programa de Língua Portuguesa.
1. Ajuda a manter a atenção e a concentração. 2. Nem tudo o que o professor diz está nos livros. 3. Ajuda a compreender melhor e a memorizar mais facilmente.
Como podes escolher as informações que vais anotar? Utiliza as seguintes pistas:
- Tom de voz do professor; - Palavras/frases que chamam a atenção (“Prestem atenção!”, “Isto é importante!”, “Lembrem-se disto.”) - Repetição de ideias; - Tempo dedicado ao assunto; - Registo no quadro; - Indicação expressa do professor de que a informação não está no livro: - Assuntos que surgem no sumário.
Como podes elaborar os teus apontamentos? Durante as aulas
- Faz notas breves (não consegues escrever tudo o que ouves). - Tenta perceber a matéria (se tiveres dúvidas, pergunta ou professor). - Toma notas dos registos no quadro (esquemas, exercícios, etc.). - Escreve pelas tuas próprias palavras, excepto informações como citações e definições. - Utiliza abreviaturas (mas só nos apontamentos!). - Se perderes uma ideia, deixa um espaço em branco e depois perguntas ao professor ou a um colega. - Destaca as ideias que te parecem principais. - Deixa espaço para tirares notas ou para fazeres anotações mais tarde. - Regista os TPC.
Depois das aulas
- Precisas de rever as notas no próprio dia, para te lembrares bem da matéria da aula e as poderes melhorar. - Verifica se colocaste a data e o sumário. - Relê o teu texto e completa-o com o auxílio do manual, se for necessário. - Coloca títulos, subtítulos e faz esquemas. - Utiliza cores diferentes para destacares as ideias principais das secundárias. - Verifica se os apontamentos estão claros e completos.
Auto-Avaliação dos meus apontamentos
1. Consigo compreender bem os meus apontamentos? 2. Estão lá todas as ideias principais? 3. A relação entre várias informações compreende-se bem? 4. A apresentação possibilita uma leitura fácil? 5. Será que, quando eu for fazer revisões, mesmo passado muito tempo vou conseguir compreender os apontamentos e relembrar-me da matéria de que eles falam?
O BiblioRoll é um equipamento portátil, criado por cientistas da Universidade Keio no Japão, que permite a consulta de livros em bibliotecas de uma forma totalmente revolucionária. O aparelho, constituído por três ecrãs LCD num tubo transparente, tem como objectivo ajudar os leitores a pesquisar vários livros. No écran superior aparecem as obras como se vêem arrumadas na estante. Escolhe-se o livro, colocando-o no centro desta secção. O seu conteúdo é visualizado no écran seguinte que, ao girar, nos dá a sensação de folhearmos o livro. A última secção serve para fazer anotações, guardar partes de textos, fazer links entre os vários livros consultados.
Resumo: É no tempo da Segunda Guerra Mundial que a morte, narradora da história, se cruza com Liesel e começa a contar a história desta menina de nove anos. A localidade de Molching, perto de Munique, e, em especial, a rua Himmel, habitada pelos Hubermann, pais adoptivos de Liesel, serão o palco da curiosa e enternecedora história desta menina fascinada por livros. O mundo de Liesel é povoado por personagens que, de diferentes modos, revelam estar à margem da sociedade nazi. Hans e Rosa, pais adoptivos, escondem em sua casa um judeu, Max, que se tornará amigo de Liesel. Rudy, o grande amigo de brincadeiras de Liesel, que nutria uma grande admiração por um atleta negro. A esposa do presidente da Câmara, fornecedora de leituras num tempo em que os nazis queimavam livros considerados proibidos. Paulatinamente, a morte, observadora sensível, revela-nos o outro lado de uma Alemanha da Segunda Guerra Mundial. Markus Zusak, a propósito deste livro, afirmou que as pessoas têm “essas imagens das marchas em fila de garotos e dos 'Heil Hitlers' e essa ideia de que todos na Alemanha estavam nisso juntos. Mas, ainda havia crianças rebeldes e pessoas que não seguiam as regras (…). Então eis outro lado da Alemanha Nazista”.
Markus Zusak
Markus Zusak nasceu em 1957, na Austrália. Diplomado em Pedagogia, iniciou a sua carreira de escritor no ano 1998, com a obra The Underdog – diário de um adolescente. Tem recebido vários prémios literários, entre eles o Printz Honor, e, após a publicação da obra A Menina que Roubava Livros, considerado por muitos como um dos mais inovadores romancistas dos nossos dias. A propósito deste livro, Zusak, filho de mãe alemã e pai austríaco, inspirou-se nas histórias que ouviu dos pais sobre a Segunda Guerra Mundial.
António Fontinha nasceu em Lisboa, viveu em Angola até 1975 e iniciou-se na prática de contar histórias em 1992. Em 1995, rendido aos encantos da narrativa oral, trocou a carreira de actor pela de contador de histórias: “É uma alegria sentir que nos escutam, que no embalo das palavras mergulhamos, partilhando a aventura”. A base do seu repertório são temas da tradição oral portuguesa e, paralelamente à actividade de narrador, tem feito recolha de contos tradicionais por todo o país.
19 de Novembro - 14h30
BIBLIOTECA ESCOLAR ESCOLA SECUNDÁRIA C/ 3.º C GIL EANES
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Vamos falar de…
O Conhecimento do Património Arqueológico:
Da Interpretação à Divulgação Como se Faz um Livro de Arqueologia
O insucesso escolar resulta, em parte, da atitude do aluno na aula. Devemos ter em atenção os seguintes aspectos essenciais:
Atitude positiva
Acreditar que o estudo das diversas disciplinas contribui para o desenvolvimento das nossas capacidades em geral.Ter autoconfiança, pois um bom desempenho está ao alcance de qualquer aluno.
Espírito de trabalho
A falta de atenção devido a sucessivos acontecimentos perturbadores diminui bastante a eficácia do nosso trabalho. Evitar brincadeiras, conversas ou a concentração em assuntos diferentes dos que estão a ser estudados.
Espírito crítico
A compreensão dos assuntos implica uma permanente atitude crítica sobre aquilo que se ouve ou vê.Esta atitude crítica exerce-se relacionando aquilo que está a ser estudado com aquilo que já conhecemos e com as opiniões que temos sobre o assunto.Usamos este espírito crítico para descobrir aquilo que é (ou parece ser) o essencial dos assuntos estudados, as ideias principais, o "sumo da questão".